04/06/17 domingo
12:00
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Concerto

  • Orquestra Sinfônica Heliópolis

    A Orquestra Sinfônica Heliópolis (OSH), principal formação do Instituto Baccarelli, promove prática orquestral e conhecimento de repertório sinfônico a alunos avançados da instituição. Com direção artística de seu maestro titular, Isaac Karabtchevsky, a orquestra, reconhecida internacionalmente por sua qualidade artística, tem como patrono o maestro indiano Zubin Mehta, que visitou a instituição em 2005 e se encantou com o poder da música enquanto ferramenta de transformação social. Até hoje, a OSH é a única orquestra de toda a América do Sul que teve a oportunidade – e orgulho – de ser regida por Mehta. A versatilidade do grupo permite à Sinfônica transitar pelo universo da música de concerto e da música popular, mantendo alto padrão de excelência na execução das obras. Assim, já se apresentou sob a regência dos maestros Zubin Mehta, Peter Gülke, Yutaka Sado, acompanhada de Julian Rachlin, Erik Schumann, Domenico Nordio, Paula Almerares, Leonard Elschenbroich, Arnaldo Cohen, Jean-Louis Steuerman, Antonio Meneses, Ricardo Castro e de artistas populares consagrados como Ivete Sangalo, Milton Nascimento, João Bosco, Luiz Melodia, Lenine, Paula Lima, Toquinho, Fafá de Belém, Ivans Lins e Daniela Mercury, entre outros. O grupo já tocou em palcos como a Sala São Paulo, os Theatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, Gasteig (Alemanha) e Muziekgebouw (Holanda), além de ter participado de eventos como o Festival Beethoven (Bonn/Alemanha) e Rock In Rio, com Mike Patton.

     

  • Isaac Karabtchevsky regente

    Diretor artístico do Instituto Baccarelli e regente titular da Orquestra Sinfônica Heliópolis desde 2011, Isaac Karabtchevsky tem sido um dos grandes responsáveis pelo salto qualitativo dessa Orquestra. Indicado, em 2009, pelo jornal inglês The Guardian como um dos ícones vivos do país, Isaac nasceu em São Paulo e estudou regência e composição na Alemanha, sob orientação de Wolfgang Fortner, Pierre Boulez e Carl Ueter. Atuou como regente titular e diretor artístico em prestigiadas orquestras e teatros internacionais, como a Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro (desde 2004); Sinfônica de Porto Alegre (2003 a 2010); Orchestre National des Pays de la Loire, na França (2004 e 2009); Orquestra Tonkünstler, de Viena (1988 a 1994); Teatro la Fenice, em Veneza (1995 a 2001); Orquestra Sinfônica Brasileira (1969 a 1996). Recebeu a medalha do Mérito Cultural do governo austríaco e a comenda Chevalier des Arts et des Lettres do governo francês, além de condecorações de praticamente todos os estados brasileiros. Foi um dos criadores do Projeto Aquarius, o maior movimento de popularização da música clássica no Brasil. Desde essa experiência, nunca abandonou sua vocação de disseminar a música clássica e mantê-la viva, encontrando na Orquestra Sinfônica Heliópolis a parceira perfeita.

  • Lívia Nestrovski voz

    Apontada pelas revistas Marie Claire e Vogue como uma das novas vozes da música nacional, e descrita como uma cantora de “presença luminosa, avassaladora”, cuja voz é “uma das maiores realizações da canção brasileira contemporânea” (Revista Polivox), Lívia Nestrovski lançou os discos DUO (2013), com o guitarrista Fred Ferreira, com quem já excursionou o país e o exterior (França, Alemanha, Portugal, Estônia, Rep. Checa, Colômbia), De Nada Mais a Algo Além (2014), aclamado disco em parceria com os compositores Arrigo Barnabé e Luiz Tatit, e Pós Você e Eu (2016), em parceria com seu pai, o violonista e compositor Arthur Nestrovski.
    Apresentou-se também como solista convidada junto à Orquestra Jovem Tom Jobim, ao Coro Jovem do Estado de SP e à Orquestra Jazz Sinfônica.

    [biografia atualizada em fevereiro/2017]

Franz Schubert / Ludwig Rellstab
Ständchen [Serenata], D 957 [versão Arthur Nestrovski / Orq. Jether Garotti Jr]
Robert Schumann / Heinrich Heine
Dichterliebe, Op.48: Ich grolle nicht [Pra Que Chorar] [versão Arthur Nestrovski / Orq. Jether Garotti Jr]
Franz Schubert / Matthäus von Collin
Nacht und Träume [Outra Noite], D 827 [versão Arthur Nestrovski / Orq. Jether Garotti Jr]
Georges Bizet
Carmen: Suíte nº 1
Georges Bizet
Carmen: Suíte nº 2

No repertório de canções, os nomes de Franz Schubert e Robert Schumann são fundamentais. Se essas peças fascinantes, que combinam texto e música em um jogo múltiplo de significados possíveis, já vinham sendo criadas por outros compositores, os dois a levaram, no contexto do romantismo do século XIX, a patamares então desconhecidos. O barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau escreveu certa vez que Schubert “transformou um mundo de poesia em música”. Poderia também estar falando de Schumann, pois chama atenção àquilo que define o tipo de canção que ambos ajudaram a criar: intimismo, intensidade, e a busca da “mais pura das formas”.

São os dois autores que abrem nosso programa de hoje, que conta com a participação da cantora Lívia Nestrovski como solista. Com um detalhe importante: as canções selecionadas serão apresentadas nas versões feitas pelo compositor e violonista Arthur Nestrovski, diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Pai e filha, Arthur e Lívia têm se dedicado a esse repertório há alguns anos, e ele está presente em discos lançados pelos dois, como Pós você e eu, lançado em 2016.

Assim, a célebre Ständchen, escrita por Schubert a partir de textos de Ludwig Rellstab, agora se traduz em Serenata e nos fala de amor, guiados pelo sabiá que canta ao longe e “sabe o que é a felicidade, sabe o que é dor do amor”, inspirando o poeta: “Na madrugada, desarvorada, faço versos para ti. Minha toda não vale nada, se não vale para ti”. Da mesma forma, em Ich Grolle Nicht, escrita por Schumann sobre versos de Heinrich Heine, é um coração partido que se pergunta: “Pra que chorar, pra que sofrer demais, foi só um amor perdido, foi só um amor a mais, pra que sofrer, pra que chorar”. Voltamos, então, a Schubert, com Outra Noite (Nacht und Träume, texto original de Matthäus von Collin): “Sonhadoramente a noite vem caindo na cidade. Como a luz da lua bate, sobre o coração de toda gente aqui”.

O que Schumann e Schubert, aficcionados pela literatura, fizeram foi tentar encontrar o diálogo mais puro entre a palavra e o som. Na obra dos dois, a expressão nasce não apenas da concordância entre texto e música, mas do modo como uma música pode nos fazer ler um texto de outra forma, ou como um texto pode nos sugerir uma outra percepção para determinada música – um processo dinâmico, vivo, em que cada intérprete, seja aquele que traduz o texto, sejam aqueles que o apresentam sobre o palco, e cada ouvinte, colaboram com a sua própria sensibilidade.

Após as canções, vamos ouvir duas peças do compositor francês Georges Bizet, as “Suítes” da ópera Carmen. Na Ópera, a personagem título da história fala a respeito de sua definição do amor, que é como um “pássaro rebelde, que ninguém pode domar”. Essas palavras definem o espírito da cigana Carmen, que preza acima de tudo o seu modo de vida e a sua liberdade – o que vai fazer com que sua história de amor com o soldado Don José tenha um desfecho trágico. A ópera estreou em 1875, foi um enorme fracasso de público e Bizet morreria pouco depois, sem vê-la se transformar em uma das mais populares óperas de todos os tempos. Após a morte do compositor, um amigo chamado Ernest Guiraud, reuniu alguns dos principais trechos da obra em duas suítes, que ouviremos em seguida.

Se as canções das quais falávamos nos levam a uma reflexão sobre a relação entre texto e música, aqui o desafio é outro, mas igualmente interessante: todas essas passagens musicais nasceram à luz do texto e de um enredo. Mas, nas suítes, não há palavras. Será que, sozinha, a música consegue nos narrar uma história? Ou ela agora ganha vida própria, dentro da sensibilidade de cada um de nós?

Orquestra Sinfônica HeliópolisIsaac KarabtchevskyLívia Nestrovski

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